... o novo sempre vem.

É tempo de se desvencilhar da casca: a pele antiga cai e eu sigo.
Não quero pensar muito e sentir saudades. Quero ser sincera comigo e deixar muito de mim para trás. A começar pelas pessoas que eu tanto fui - ou nem tanto - sem que elas me tenham sido: amigos, conhecidos e sombras. De tudo que eu era, vestígio algum se percebe. E tudo que agora sou, me transborda.
Até palavras, deixadas na mesinha de cabeceira, esvaíram-se pelo quintal quando abri a janela do quarto. Não as persegui. Vi cada uma desmanchar-se na lama e me senti mais leve.
É hora de se perceber livre: um vazio incomensurável sempre crescente. É hora de sentir um novo frio na barriga, um medo inominável do que há porvir. Não quero mais amarras tolas ou destinos há muito traçados. Embora o sol de sempre se anuncie, a manhã ficou mais minha e eu me senti melhor. E olha que nem precisei me tornar legal.
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Última atualização ( Sex, 27 de Fevereiro de 2009 18:59 )



