Já li em algum lugar que definir-se é limitar-se. Apenas em partes isso é certo, pois quem não se limita, não se define. Somos sempre um paradoxo de horizontes e fronteiras: eu me sou, podendo ainda ser muitos outros, mas nunca poderia ser você.
Sou crítica literária, com todos os vícios e virtudes que isso pode acarretar. Mestre em Teoria da Literatura, cuja única certeza é que a Arte é sempre maior que nossas definições, porém ainda é bem menor do que a ser humano como um todo: a humanidade sempre o maior mistério, maior ainda que o mistério de Deus.
Escrevo desde meus 14 anos, contudo me desfiz da maior parte desses textos, os poucos que tenho são relíquias de um apego bobo ao caminho já percorrido. Hoje escrevo mais prosa que versos, pois depois que li Rilke, soube que jamais chegaria à perfeição.
No mais sou dona-de-casa, mestre de RPG, não troco estar com as pessoas que amo por nada neste mundo, nem troco meu sofá e um bom filme por balada alguma. Creio que isso é um pouco do que sou, pelo menos o que já defini.
Talvez estes links falem um pouco mais de mim:
Currículum lattes -- Revista Interdisciplinar -- Revista Intertexto